quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ela seduz e vicia

A pornografia envolve tanto homens quanto mulheres. Conheça os seus perigos



Não é de hoje que a discussão a respeito da pornografia vem à tona e divide opiniões.
Uma das mais recentes polêmicas aconteceu depois que a cineasta Anna Arrowsmith, conhecida como Anna Span (a primeira mulher britânica a dirigir um filme pornô), declarou à BBC (emissora de rádio e televisão do Reino Unido) que a pornografia é “boa para a sociedade”, causando grande polêmica em várias partes do mundo.
A feminista Gali Dines rebateu: “Na pornografia ninguém faz amor, todo mundo faz o ódio.”
Opiniões divididas
Para a corretora de imóveis Suzane Benjamin, de 39 anos, casada e mãe de dois filhos, esse tipo de “estimulante” não faz parte do dia a dia, e nunca fez. “Acho absolutamente desnecessário. Além de perverter o relacionamento íntimo, que, na minha opinião, é algo sagrado, só influencia negativamente na relação.”
Já para Luiz (nome trocado a pedido do entrevistado), esse tipo de pensamento é cultural. Ele, por exemplo, sempre gostou muito de pornografia e não vê nenhum mal nisso. “Vai da cabeça da pessoa. Se ela não tem a mente aberta, obviamente não vai se sentir confortável. É uma questão de princípios. Eu gosto e ponto final”, enfatiza.
Questionado sobre como fica a vida amorosa nessa situação, ele responde: “Quem estiver ao meu lado terá de ter o mesmo perfil, senão, com certeza, não dará certo, é óbvio que será constrangedor.”
Consequências
Quem pensa que este tipo de conteúdo (seja em revistas, filmes, sites e afins) não afeta em nada a vida pessoal, se engana. Recentemente, um advogado norte-americano decidiu processar a gigante Apple por permitir que os funcionários tenham livre acesso a todos os conteúdos da internet, inclusive a sites pornográficos.
No processo, Chris Sevier, de 36 anos, se diz muito prejudicado, porque, numa ocasião, ao digitar um nome errado na barra de endereços do seu computador, foi direcionado a uma série de sites com conteúdos eróticos, os quais, segundo ele, “apelaram para suas sensibilidades biológicas como ser masculino e o levaram a um vício indesejado e com consequências adversas".
Ele relata no processo que sofreu sérios problemas no casamento, já que se viu numa "competição injusta, totalmente fora de sintonia em sua relação amorosa”, passou a desejar meninas mais jovens e bonitas, igualmente às dos vídeos, em vez da esposa, que não tem mais 21 anos. Ele alega que não conseguia mais diferenciar uma coisa da outra, e isso o prejudicou.
Problema generalizado
Mas, se você acha que apenas os homens dão audiência a conteúdos pornográficos, está redondamente enganado. As mulheres estão cada vez mais ligadas no tema.
De acordo com pesquisa feita pela Playboy sobre seus canais de conteúdo erótico, as mulheres representam quase metade (49%) dos consumidores desse tipo de programação. A pesquisa mostra que, por volta das 13 horas, os canais são sucesso entre as donas de casa, exatamente quando essas já levaram os filhos para a escola e, normalmente, o marido está trabalhando.
Segundo Renato Cardoso – apresentador do programa “The Love School –, o maior problema da pornografia é o apelo à fantasia, que as pessoas tentam reproduzir na vida real.
“A pessoa está se programando para a frustração. É como uma droga, ela precisa de doses mais altas para se sentir ‘bem’. O viciado em pornografia chega a ponto de não conseguir mais se relacionar sexualmente com a mulher sem ter a pornografia”, destacou ele em um dos programas.
Esses e outros assuntos relacionados à vida sentimental você assiste no ”The Love School”, transmitido diariamente, às 11h, pela TV Universal, e aos sábados, ao meio-dia, pela Rede Record de Televisão.

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